Exposição à baixa concentração de chumbo reduz a força cardíaca em músculos papilares isolados de ratos

Nome: MARITO AFONSO SOUSA COSTA SILVA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/08/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Orientador
Giulia Alessandra Wiggers Pecanha Examinador Externo
Valerio Garrone Barauna Examinador Interno

Resumo: A exposição crônica ao chumbo produz hipertensão, mas seus efeitos, em baixas concentrações, sobre a função cardíaca ainda são pouco conhecidos. Objetivamos investigar se baixa concentração plasmática de chumbo pode modificar a contratilidade cardíaca em músculos papilares isolados de ratos. Ratos Wistar foram divididos em dois grupos: controle (CT) e tratados com chumbo (Pb2+) (100 ppm na água de beber, por 15 dias). A pressão arterial foi medida no momento zero e no final dos 15 dias. Ao final do tratamento, os animais foram anestesiados e eutanaziados, e os parâmetros de contratilidade dos músculos papilares isolados foram registrados. Os ratos Pb2+ apresentaram concentração sanguínea de chumbo de 12,3 μg/dL. A pressão arterial dos animais Pb2+ elevou-se no final do tratamento. In vitro, o tratamento com chumbo não alterou a força e suas derivadas temporais, porém reduziu o tempo de ativação e de relaxamento. Além disso, a resposta inotrópica induzida por aumento de cálcio (Ca2+) extracelular foi reduzida no grupo Pb2+. Esses resultados sugerem alterações na cinética do cálcio nos cardiomiócitos dos ratos expostos ao chumbo. Contudo, a captação de Ca2+ pelo retículo sarcoplasmático e a expressão proteica da SERCA e do fosfolamabam não foram modificadas. Ao avaliar, in vitro, a participação dos canais de Ca2+ do tipo L usando o bloqueador verapamil foi observada redução na força em ambos os grupos experimentais. Esses achados sugerem que a redução da resposta inotrópica ao Ca2+ não parece estar relacionada a mudanças no fluxo transarcolemal desse íon, mas sugere uma possível alteração das proteínas contráteis. Nossos resultados evidenciam que mesmo em concentração abaixo dos valores preconizados como seguros, o chumbo causa efeitos deletérios na maquinaria contrátil do coração e deve ser considerado como um fator de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

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