Estudo da Combinação do Consumo de Álcool em Binge e do Inibidor da Enzima do Endocanabinóide Anandamida Sobre o Comportamento Social de Ratos Adolescentes e Jovens Adultos

Resumo: Cerca de 16% das pessoas com pelo menos 15 anos de idade, já realizaram o consumo pesado e episódico do álcool, também conhecido como “binge drinking” (WHO, 2014). Este tipo de consumo que é popular entre os adolescentes (JOHNSTON et al., 2006; WINDLE et al., 2008), pode causar danos ao desenvolvimento neurocognitivo, afetando vários processos atuantes no sistema nervoso central (BROWN et al., 2006; CREGO et al., 2010; SCAIFE; DUKA, 2009; SQUEGLIA et al., 2009). O agravamento deste consumo abusivo de etanol, quando na adolescência, se dá pelo desenvolvimento incompleto do sistema nervoso central (SNC) nesta faixa etária (PASCUAL; MONTESINOS; GUERRI, 2017), além de uma permissibilidade para comportamentos de risco na fase adulta (MERRICK et al., 2004). Estudos em modelos animais também tem trazido suporte para a influência do consumo do álcool no comportamento social e vice-versa. Roedores (Microtus ochrogaster) demonstraram uma preferência pelo consumo de álcool quando coabitavam em pares. Nesse mesmo grupo, os animais adaptaram seu consumo de etanol quando seus companheiros consumiam menos a droga, indicando um comportamento de adaptação social (ANACKER et al., 2011; ANACKER; LOFTIS; RYABININ, 2011). Dentre as circuitarias neuronais envolvidas nos processos supracitados, a canabinóide chama a atenção pelas possibilidades de tratamento e resposta à neurotoxicidade do consumo em binge do álcool. Algumas substâncias ativadoras deste sistema são sintetizadas pelo próprio organismo, as considerando então como endocanabinóides (DI MARZO, 1998). Dados do nosso laboratório confirmaram que os prejuízos oxidativos causados pelo binge drinking em ratos adolescentes foram neutralizados pela administração prévia de um inibidor da FAAH, o URB597 (PELIÇÃO et al., 2016), que, por sua vez, permite a permanência de um dos principais endocanabinóides, a Anadamida (AEA), na fenda sináptica. Sendo assim, a utilização de um ativador indireto do sistema endocanabinóide, através da inibição da hidrólise da AEA, poderia neutralizar um possível prejuízo no comportamento social causado pelo consumo excessivo e episódico do etanol.

Data de início: 2019-05-18
Prazo (meses): 48

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Mestrado Matheus Cavatti Santos
Coordenador Lívia Carla de Melo Rodrigues
Vice-Coordenador Rosana Suemi Tokumaru
Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105