Investigação do consumo de crack por vítimas de homicídios nas regiões metropolitanas de Vitória-ES e Ribeirão Preto-SP

Resumo: As implicações sociais do abuso da cocaína no Brasil tem merecido atenção desde a década de 80, entretanto a introdução da cocaína na forma de crack é um alerta para o século XXI. O uso de crack tem sido frequentemente associado a níveis aumentados de violência, quando comparado ao uso de cocaína em pó, e a distinção entre os usuários desses dois tipos de drogas pode ser realizada laboratorialmente pela pesquisa do éster metilanidroecgonina (EMA) e da ecgonidina. A EMA é considerada um marcador do uso do crack por ser proveniente da pirólise da cocaína quando o crack é aquecido no momento do fumo, enquanto a ecgonidina desponta como o principal produto de biotransformação da EMA. Assim, o estabelecimento de métodos validados para pesquisa de cocaína, benzoilecgonina, EMA e ecgonidina em amostras biológicas diversas, tais como urina, humor vítreo e cabelo são de grande utilidade na área forense, identificando o perfil do usuário e fornecendo informações precisas e regionalizadas no combate ao tráfico e enfrentamento da violência associada ao uso de drogas. Contudo, uma vez validados, os métodos de identificação propostos também poderão ser aplicados para fornecer o melhor tratamento e acompanhamento aos usuários de crack, já que existem diferenças importantes na conduta terapêutica de usuários de cocaína e crack, entre outras utilidades.

Data de início: 2013-08-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador Ester Miyuki Nakamura-Palacios
Coordenador Josideia Barreto Mendonca
Pesquisador Lívia Carla de Melo Rodrigues
Pesquisador Fabrício Souza Pelição
Pesquisador Jauber Fornaciari Pissinate
Acesso à informação
Transparência Pública

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