REGULAÇÃO DA REATIVIDADE VASCULAR, DEPENDENTE DA VIA DE SINALIZAÇÃO DA PROTEÍNA CINASE D1 (PKD1), NA HIPERTENSÃO ARTERIAL

Resumo: Os hormônios e neurotransmissores do sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA) e do sistema nervoso autônomo (SNA) podem atuar nos vasos e coração, modulando diversas vias de sinalização intracelular. Muito embora as vias de sinalização das enzimas PKA e PKC sejam mais bem estudadas e conhecidas, a via de sinalização da PKD tem sido pouco estudada até o momento. A grande maioria dos estudos tem avaliado a função da PKD em cultura de células ou estudos bioquímicos, mas não em estudos funcionais. A PKD é uma enzima da familia de serina/treonina-quinases compreendendo três isoformas de PKD homólogas (PKD1/PKCμ, PKD2 e PKD3/PKCν) e pertence à superfamília da Ca2+-calmodulina dependente de proteína cinase (CaMK). A isoforma PKD1 é cada vez mais reconhecida como um regulador chave de uma série complexa de processos fisiológicos fundamentais, incluindo: transdução de sinal, proliferação e diferenciação celular, transporte através da membrana, secreção, expressão gênica, utilização de substrato, e regulação da contratilidade miocárdica. Entretanto, pouco se sabe sobre a atuação da PKD1 sobre a reatividade vascular. A PKD participa da regulação da via NADPH oxidase (NOX) em neutrófilos por meio da ativação de receptores Fcγ e pela fosforilação de dois dos três componentes citosólicos da NOX. Sabe-se que essa enzima neutrofílica compartilha características com a NADPH oxidase das células cardiovasculares. A angiotensina II ativa a NOX, levando ao aumento do ânion superóxido, peróxido de hidrogênio e radicais hidroxila, exercendo um efeito relevante sobre o leito vascular, através da indução do estresse oxidativo. Entretanto, dados a respeito dos mecanismos de ativação dessa via nessas células são escassos, especialmente no que tange à identificação dos alvos enzimáticos dos EROs derivados dessa oxidase, como a PKD Neste estudo, usamos um modelo experimental animal, que mimetiza a hipertensão essencial em humanos, para averiguar a hipótese de que, a PKD seja um mediador dos efeitos do SRAA e do SNA simpático sobre a reatividade vascular. A pesquisa básica se aproximou mais da experimentação clínica de hipertensão arterial, após o desenvolvimento por Okamoto & Aoki (1963), de uma cepa de ratos wistar espontaneamente hipertensos (SHR). O modelo de hipertensão arterial crônica (SHR) é amplamente utilizado na avaliação da hipertensão essencial e com grandes similaridades em humanos. Essa semelhança se dá devido aos roedores apresentarem respostas endócrinas e hemodinâmicas similares as dos humanos no desenvolvimento da hipertensão essencial. Os animais SHR apresentam um aumento gradual (tempo dependente) da pressão arterial, o que torna sua utilização mais vantajosa em relação aos outros modelos experimentais. O prejuízo da função cardíaca em longo prazo, é o responsável pelo aumento crônico da pressão arterial, levando ao surgimento da IC que pode ser observada nesses animais em idades mais avançadas. A elevação da pressão arterial no modelo SHR surge a partir da quinta semana de vida, sendo considerado hipertenso por volta da sétima semana.
Neste projeto, usaremos ratos Wistar (normotensos, N=20) e Wistar espontaneamente hipertensos (SHR, N=20). A reatividade vascular será estudada usando anéis isolados de aorta torácica para avaliação da contração ao estimulo &#945;-adrenérgico (curva concentração resposta a Fenilefrina (10&#8722;10 a 3,5 x10&#8722;3 M) e da ativação de receptores AT1, usando Angiotensina II (10&#8722;10 a 10&#8722;5 M), na presença e ausência: endotélio vascular; CID 3,2 &#956;M – um inibidor seletivo e especifico da PKD1; L-NAME 100 &#956;M, um inibidor não-seletivo da enzima óxido nítrico sintase (NOS), Apocinina 30 &#956;M, um inibidor da NOX. Os resultados serão expressos como média &#61617; erro padrão da média (EPM). As respostas contráteis à fenilefrina e ao KCl serão expressas em gramas de contração (g). As análises estatísticas desses dados serão realizadas por teste t, pareado e/ou não pareado, com análise de variância (ANOVA), duas vias, para medidas repetidas ou completamente randomizada, seguida pelo teste post-hoc de Tukey. Valores de p<0,05 serão considerados estatisticamente significativos.

Data de início: 2020-01-01
Prazo (meses): 36

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Aluno Doutorado Bruno Barcellos Jacobsen
Aluno Mestrado Anna Karolina Nascimento Costa
Aluno Mestrado Michelle Rossana Martins Hortelan
Coordenador Ivanita Stefanon
Pesquisador Rogério Faustino Ribeiro Júnior
Acesso à informação
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