Efeitos cardiovasculares da associação entre baixas doses de cloreto de mercúrio e infarto do miocárdio em ratos

Nome: THAIS DE OLIVEIRA FARIA BALDO
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 29/05/2014
Orientador:

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IVANITA STEFANON Orientador

Banca:

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VIRGINIA SOARES LEMOS Examinador Externo

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Resumo: A exposição a metais pesados tem sido associada como causa de diversas doenças cardiovasculares, como o infarto do miocárdio. O objetivo do presente estudo foi investigar se a exposição crônica a baixas doses de cloreto de mercúrio aumenta o prejuízo funcional em tiras isoladas de ventrículo direito e na reatividade vascular de ratos submetidos ao infarto do miocárdio. Ratos Wistar foram divididos em quatro grupos experimentaais: Controle (veículo), HgCl2 (exposição durante 4 semanas: primeira dose 4,6 μg/kg, doses subsequentes de
0,07 μg/kg/day, i.m. para suprir a perda diária), infarto do miocárdio (INF) e infarto do miocárdio associado ao cloreto de mercúrio. Para caracterizar o nosso modelo experimental de infarto do miocárdio, dados hemodinâmicos e ponderais foram coletados uma semana após injúria do infato do miocárdio. O estudo da tensão isométrica de tiras isoladas de ventrículo direito e da reatividade vascular de anéis
isolados de aorta também foram avaliadas. A exposição crônica ao cloreto de mercúrio não foi capaz de adicionar danos aos parâmetros ponderais e hemodinâmicos já causados pela injúria do infarto do miocárdio. No âmbito cardíaco, em condições basais, apesar de similar L-máx, o tempo de relaxamento estava aumentato no grupo INF, mas inalterado no grupo HgCl2-INF quando comparado ao grupo Controle. No grupo INF também foi observado, prejuízo na função do retículo sarcoplasmático (RS) e redução do influxo de cálcio transarcolemal, que foi associado a redução na expressão protéica da SERCA2a
e ao aumento da expressão protéica da PLB. Entretanto, no grupo HgCl2-INF, nenhuma alteração na L-máx, função lusitrópica ou dF/dt- foi obserrvado, exceto pela tentência na redução da função do RS. Esses achados podem ser explicados pela normalização do influxo de cálcio transarcolemal e no aumenta da expressão protéica do NCX. Esses resultados sugerem que a exposição crônica a baixas doses de cloreto de mercúrio atenuam o prejuízo funcional do RS e a
redução do influxo de cálcio transarcolemal observado no grupo INF, assim como nas expressões protéicas do NCX, PLB e SERCA2a. No âmbito vascular, a exposição crônica a baixas doses de cloreto de mercúrio associada ao infarto do miocárdio causa disfunção endotelial atravéz da ativição da produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), na qual foi confirmada após incubação com SOD
(150 U/ml), apocinina (0,3 mM), alopurinol (100 μM) e catalase (1000 U/ml). Além disso, no grupo HgCl2-INF, a injúria vascular também pode ser devido a redução da biodisponibilidade do NO, observado após a administração do L-Name (100 μM). Em conjunto, esses resultados podem explicar o aumento da reatividade vascular à fenilefrina nos animais do grupo HgCl2-INF. Nossos resultados sugerem que a xantina oxidase representa uma importante fonte produtora de EROs, que resulta na redução da biodisponibilidade de NO no grupo HgCl2-INF.
Em conclusão, nossos resultados enfatizam que baixas doses de cloreto de mercúrio podem agravar a injúria induzida pelo infarto do miocárdio.

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