Efeitos da sobrecarga crônica de ferro sobre a reatividade vascular em aorta de ratos

Nome: Vinícius Bermond Marques
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/06/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
LEONARDO DOS SANTOS Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fabiano Elias Xavier Examinador Externo
LEONARDO DOS SANTOS Orientador
Silvana dos Santos Meyrelles Examinador Interno

Resumo: A sobrecarga de ferro no homem e em modelos animais aumenta o estresse oxidativo e induz cardiomiopatia. Tem sido sugerido que a vasculatura também poderia ser danificada pela sobrecarga de ferro, mas os impactos na reatividade vascular e os mecanismos envolvidos ainda não foram esclarecidos. Este estudo teve como objetivo identificar possíveis alterações na reatividade vascular de aorta de ratos submetidos à sobrecarga de ferro e investigar os mecanismos subjacentes. Os ratos foram randomizados e submetidos a injeções i.p. de ferro dextrano, 10 mg/kg/dia (sobrecarga de ferro branda) ou 100 mg/kg/dia (sobrecarga de ferro moderada), cinco dias por semana durante quatro semanas, e comparados com um grupo que recebeu injeções de solução salina (controle). A pressão arterial sistólica dos animais foi mensurada semanalmente pela pletismografia de cauda. No final do tratamento, os parâmetros de ferro sérico, deposição de ferro tecidual e a reatividade vascular da aorta à fenilefrina, acetilcolina, nitroprussiato de sódio e angiotensina II foi analisada, assim como a reatividade à fenilefrina com desnudação do endotélio e a incubação com L-NAME, tiron, catalase, apocinina, alopurinol, losartan, indometacina ou SQ 29598. Administração crônica de ferro aumentou a saturação da transferrina e níveis de ferro sérico, com deposição significativa no fígado. Além disso, a sobrecarga de ferro moderada aumentou significativamente a resposta vasoconstritora em anéis de aorta, avaliada in vitro, e a retirada do endotélio ou a incubação com L-NAME tiveram menor impacto sobre a reatividade vascular do grupo de sobrecarga de ferro, enquanto esses parâmetros não foram alterados no grupo sobrecarga de ferro branda. A sonda óxido nítrico-sensível DAF-2 indicou redução da produção de óxido nítrico na sobrecarga de ferro moderada quando comparado ao controle. A hiperreatividade vascular induzida pela sobrecarga de ferro foi revertida pela incubação com tiron, catalase, apocinina, alopurinol, losartan, indometacina e SQ 29598. Além disso, níveis de malondialdeido foram elevados no plasma; e geração de ânion superóxido e a expressão da subunidade de membrana da NADPH-oxidase (p22phox) foram aumentados na aorta de ratos submetidos à sobrecarga de ferro. Nossos resultados demonstram pela primeira vez que a sobrecarga de ferro crônica está associada à reatividade vascular alterada com perda de modulação endotelial do tônus vascular. Ademais, a sobrecarga de ferro induz disfunção endotelial e reduz a biodisponibilidade do óxido nítrico provavelmente devido ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio e ativação do sistema renina-angiotensina local e via da cicloxigenase.
Palavras-chave: ferro, aorta, reatividade vascular, espécies reativas de oxigênio, endotélio

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