Evidência de um sistema de alarme de sufocamento na matéria cinzenta periaquedural dorsal do rato: Efeitos do isolamento neonatal e de tratamentos panicolíticos clinicamente eficazes com clonazepam e fluoxetina

Nome: Fagna Giacomin Schimitel Brunóro
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 24/09/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Carlos Schenberg Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Deborah Suchecki Examinador Externo
Ester Miyuki Nakamura Palacios Examinador Interno
Hélio Zangrossi Junior Examinador Externo
Luiz Carlos Schenberg Orientador
Maria Carmen Moldes Viana Examinador Externo

Resumo: Dispnéia, fome por are desejo de fuga são sintomas dos ataques de pânico do tipo respiratório. Os pacientes com esse tipo de pânico também apresentam anormalidades respiratória basais e um alto índice de doenças respiratórias comórbidas. Os ataques de pânico são precipitados pela infusão de lactato de sódio (0,5 M, E.V.) ou inalação de dióxido de carbono (CO2 5%) em pacientes com transtorno de pânico. Contudo, estes agentes são inócuos em indivíduos sadios.
Outros estudos mostraram que os pacientes de pânico são igualmente
responsivos a hipóxia. Estas e outras observações levaram Klein (Arch Gen Psychiat, 50: 306, 1993) a sugerir que o pânico clínico é uma falha de um sistema de alarme de sufocamento. Em ratos, a hipóxia citotóxica em células quimiorreceptoras causada por injeções intravenosas de cianeto de potássio (KCN) produz comportamentos de fuga de curta duração que lembram ataques de pânico. Os comportamentos de fuga produzidos pelo KCN são bloqueados tanto
por desnervação de células quimiorreceptoras quanto por lesão da matéria cinzenta periaquedutal dorsal (MCPAd), o provável substrato do pânico, visto que os comportamentos de defesa produzidos pela estimulação da MCPAd têm sido propostos como modelos de ataque de pânico. Dados clínicos sugerem também que ansiedade de separação na infância (ASI) e a depressão maior (DM) predispõem ao transtorno do pânico (TP). Portanto, este estudo analisou a duração dos comportamentos de fuga produzidos pelo KCN após tratamentos agudos e crônicos com clonazepam (0.01-0.3 mg/kg, i.p.) e fluoxetina (1-4 mg/kg/dia/21 dias, i.p.), respectivamente, em ratos intactos. Além de verificar os
efeitos comportamentais do CO2 e KCN, tanto isoladamente quanto combinados à estimulação da MCPAd em ratos machos e fêmeas que sofreram isolamento 3 neonatal. Em ratos machos, o isolamento causou reduções significativas dos limiares medianos de galope e micção. Em geral, as fêmeas ovariectomizadas apresentaram limiares maiores que aqueles dos machos, isolados ou não isolados. Já o CO2, produziu aumentos dose-dependentes dos limiares medianos das respostas de imobilidade, exoftalmia, trote, galope e saltos. Contudo, as ratas
foram menos sensíveis a estes efeitos. Em relação aos panicolíticos, observou-se que os comportamentos de fuga produzidos por KCN são atenuados tanto por tratamento agudo com clonazepam quanto por tratamento crônico com fluoxetina.
Estes resultados apóiam o envolvimento da MCPAd em um mecanismo de alarme de sufocamento. Palavras-chave: Transtorno do pânico, Matéria Cinzenta Periaquedutal, Dióxido de Carbono, Cianeto de Potássio, Isolamento Neonatal, Fluoxetina, Clonazepam.

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