Estudo das propriedades farmacológicas e bioquímicas da peçonha e do muco da pele do peixe-escorpião Scorpaena plumieri

Nome: Pedro Henrique Lemos
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/10/2013
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Suely Gomes de Figueiredo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Daniel Moreira dos Santos Examinador Externo
Lívia Carla de Melo Rodrigues Examinador Interno
Suely Gomes de Figueiredo Orientador

Resumo: Espécimes do peixe-escorpião Scorpaena plumieri são comumente encontrados ao longo da costa brasileira e frequentemente causam envenenamentos em seres humanos. Seus espinhos são revestidos por uma bainha tegumentar, cobertas por uma camada de muco cutâneo que pode ser inoculado na ferida causada pelo espinho. Isso nos levou a supor que as manifestações locais e sistêmicas induzidas por S. plumieri possam resultar da ação sinérgica de substâncias secretadas pelas glândulas de peçonha e pelas células epidérmicas. Portanto, o objetivo deste trabalho foi dar continuidade ao estudo da peçonha de S. plumieri (SpV) e iniciar a caracterização físio-farmacológica e bioquímica do muco da pele deste peixe (SpSM), o qual nunca foi explorado. Além disso, a análise proteômica foi utilizada para desvendar e comparar a composição complexa destes dois venenos. Ambos SpV e SpSM exibem atividade proteolítica sobre gelatina e fibrinogênio, embora apresente hidrólise lenta e não-específica. Atividades hialuronidásica, cardiovascular, inflamatória e hemolítica foram encontradas somente para SpV, evidenciando a exclusiva produção de toxinas (citolisina e hialuronidase) pelas glândulas de peçonha. A hemólise parece resultar de uma ação direta de constituintes da peçonha em membranas de eritrócitos, uma vez que SpV não exibe atividade fosfolipásica do tipo A2. Embora desprovido de atividade hemolítica, SpSM foi capaz de aglutinar eritrócitos de coelho (MHC 2,5 mg/mL), o que sugere a presença de proteínas de reconhecimento de carboidratos (lectinas) no muco. A análise de espectrometria de massas das principais frações eluídas a partir da cromatografia líquida bidimensional (filtração em gel e de fase reversa) revelaram espécies moleculares exclusivas para SpV (533 = 36%) e SpSM (416 = 28%) e 269 (18%) encontradas em ambos os venenos. Foi observada uma predominância de massas inferiores a 10KDa em ambas as amostras SpV e SpSM (69% e 93%, respectivamente). Os dados obtidos sugerem que SpSM não apresenta componentes capazes de desencadear importantes reações no envenenamento, embora, juntamente com SpV, possa ser considerado uma rica fonte de compostos bioativos, especialmente proteínas e peptídeos.
Palavras-chave: Peçonha de peixe; Scorpaena plumieri; muco da pele, atividades biológicas, análise proteômica.

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