Efeitos da exposição por sete dias ao acetato de chumbo sobre a reatividade vascular em anéis de aorta de ratos

Nome: Jonaina Fiorim Pereira de Oliveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/02/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Ana Paula Couto Davel Examinador Externo
Dalton Valentim Vassallo Orientador
LEONARDO DOS SANTOS Examinador Interno

Resumo: Exposição crônica de chumbo induz hipertensão em humanos e animais, causando, entre outros efeitos, disfunção endotelial. Entretanto, efeitos precoces com baixa concentração de chumbo não foram explorados ainda. Nós investigamos os efeitos por sete dias do tratamento com acetato de chumbo sobre a modulação endotelial de tônus vascular em anéis de aorta. Ratos Wistar foram tratados com acetato de chumbo por sete dias (1ª dose 4 µg/100g e doses subsequentes de 0,55 µg/100g im) ou veículo. A concentração de chumbo sanguínea ao final do tratamento foi 9.98 μg/dL ± 1.70 μg/dL e houve aumento de pressão arterial sistólica (PAS) comparado ao grupo controle (CT= 121 ±1,50 mmHg, n= 12 vs Pb2+= 137 ± 2,36 mmHg, n= 12) . Em anéis de aorta, o metal reduziu a resposta máxima (Rmáx) e não modificou a sensibilidade (pD2) na curva concentração-resposta à fenilefrina (10-103.10-4M). A resposta vasodilatadora à acetilcolina (10-11 _ 3.10-4 M) e ao nitroprussiato de sódio (NPS, 10-11 - 3.10-4 M) não foi modificada com o tratamento. A ausência do endotélio ou a incubação com L-NAME (100 µM) ou TEA (2 mM) aumentou a resposta vasoconstrictora induzida pela fenilefrina em ambos os grupos, mas este efeito foi maior em grupo tratado com chumbo. A incubação com Aminoguanidina (50 µM) aumentou a resposta vasoconstrictora induzida pela fenilefrina somente em aortas de ratos tratados com chumbo. A incubação com losartan (10 µM), enalapril (10 µM), apocinina (0.3 μM), SOD (150 U ml-1) e catalase (1000 U/ml) diminuíram a resposta vasoconstrictora induzida pela fenilefrina somente em aortas de ratos tratados com chumbo. A indometacina (10 µM) não modificou a reatividade vascular à fenilefrina em ambos os grupos experimentais. A atividade plasmática da enzima conversora de angiotensina (ECA) aumentou após tratamento com chumbo. Houve significante correlação entre a PAS e a atividade da ECA, provavelmente sendo este um dos possíveis mediadores do aumento de pressão arterial. No entanto, o aumento de PAS foi acompanhado de redução da reatividade vascular à fenilefrina em anéis de aorta. Essa redução de reatividade vascular parece envolver um aumento da biodisponibilidade do NO e foi acompanhada do aumento da expressão protéica da isoforma induzível da sintase do óxido nítrico (iNOS) e da isoforma fosforilada endotelial da sintase do óxido nítrico no resíduo Ser 1177 (p-eNOS), com significativo aumento da razão p-eNOS/eNOS em aortas de ratos tratados. Houve, também, aumento da participação de canais para K+, contribuindo para redução da
reatividade vascular. O aumento da atividade da ECA associada ao aumento da liberação de angiotensina II local poderiam ativar a NADPH oxidase e consequentemente aumentar as EROs. Apesar do envolvimento do sistema renina-angiotensina e das EROs nesse modelo experimental, os efeitos vasodilatadores do NO e da participação dos canais para K+ foram mais expressivos e contribuíram para redução da reatividade vascular à fenilefrina em anéis de aorta, possivelmente como mecanismo compensatório à elevação da pressão arterial sistólica.

Palavras-chave: chumbo, reatividade vascular, óxido nítrico, canais de potássio, sistema renina-angiotensina, espécies reativas de oxigênio.

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