A disfunção ventricular direita pós-infarto do miocárdio está associada com o desenvolvimento da insuficiência cardíaca

Nome: Aurélia Araújo Fernandes
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 07/05/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ivanita Stefanon Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Dalton Valentim Vassallo Examinador Interno
Fausto Edmundo Lima Pereira Examinador Externo
Ivanita Stefanon Orientador
Leonardo Antônio mamede Zornoff Examinador Externo
Leonardo Antônio mamede Zornoff Orientador

Resumo: Objetivos: Este trabalho foi realizado para avaliar a correlação entre a disfunção ventricular direita pós-infarto do miocárdio (IM) com o desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC).
Métodos: Foram utilizados ratos Wistar machos pesando 230-250g. Estes foram submetidos à cirurgia de IM ou à cirurgia fictícia (grupo Sham). Após oito semanas de IM, foram realizadas medidas hemodinâmicas, avaliação dos dados ponderais, avaliação da contratilidade através do aparato de preparação de músculo isolado (papilar do ventrículo esquerdo e tira do ventrículo direito) e avaliação de medidas das expressões protéicas por Western Blotting (SERCA2a, Fosfolambam (PLB), trocador Na-Ca (NCX). Os ratos pós-IM foram divididos naqueles com sinais IC (Inf-IC) e sem sinais IC (Inf).
Resultados: Os ratos Inf-IC apresentaram aumento da pressão diastólica final no ventrículo esquerdo (Inf-IC=16±2.5*; Inf=7.7±0.7; Sham=5.2±0.5mmHg, *p<0.05), associado ao aumento da razão peso do pulmão e peso corporal (Inf-IC=7,59±0,98*#; Inf=5,10±0,49; Sham=4,95±0,28mg/g, *p<0,05 vs Sham e #p<0,05 vs Inf), aumento da razão peso do ventrículo direito e peso corporal (Inf-IC= 1,21±0,1*#; Inf=0,59±0,03; Sham=0,55±0,04mmg/g; *p<0,05 vs Sham e #p<0,05 vs Inf) e diminuição do índice de contratilidade (dP/dt+: Inf-IC=4098±231*#; Inf=5120±215; Sham=5103±298mmHg/s *p<0,05 vs Sham e #p<0,05 vs Inf). A força ventricular direita na presença de [Ca2+]e no grupo Inf-IC foi menor comparada ao grupo Inf (Ca2+=2,5mM: Inf-IC=63±0,1*#; Inf=139±0,17; Sham=157±0,18g/mg; *p<0,05 vs Sham e #p<0,05 vs Inf; n=9). Mesma resposta foi observada na presença de Isoproterenol (agonista ?-adrenérgico) (5x10-4M: Inf-IC=57±0,08*#; Inf=127±0,15; Sham=132±0,13g/mg *p<0,05 vs Sham e #p<0,05 vs Inf; n=9). A expressão da PLB foi maior no grupo Inf-IC (Inf-IC=1,293±0,261*#, Inf=1,208±0,164; Sham=0.638±0,048 *p<0,05 vs Sham e #p<0,05 vs Inf; n=6). Não houve diferenças nas expressões protéicas do NCX e SERCA-2a. A razão SERCA2a/PLB foi menor nos dois grupos infartados (Inf-IC=0,661±0,147*; Inf=0,705±0,064*; Sham=1,683±0,313 *p<0,05 vs Sham, n=6).
Conclusão: A avaliação da função ventricular direita é indicadora do desenvolvimento ou não da IC após IM e independe da disfunção ventricular esquerda.

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