Efeitos do Tratamento Crônico Com Ouabaína Por 15 Dias Sobre a Contratilidade Cardíaca de Ratos.

Nome: EDUARDO FRIZZERA MEIRA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 31/08/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Dalton Valentim Vassallo Orientador
Flavia I. V. Errera (M) Examinador Externo
Ivanita Stefanon Examinador Interno

Resumo: A ouabaína é um glicosídeo endógeno presente em concentrações nanomolares no plasma de pacientes hipertensos, participando da gênese e/ou manutenção da hipertensão arterial. O tratamento crônico com ouabaína por 5 semanas produz hipertensão arterial, além de efeito inotrópico positivo e aumento da expressão da isoforma α1 e α2 da bomba de sódio em ventrículos esquerdos de ratos. No entanto, estudos sobre a contratilidade cardíaca no estágio inicial da hipertensão induzida por ouabaína ainda não foram desenvolvidos.
Para isso, foram utilizados ratos Wistar com três meses de idade. Os animais foram tratados com veículo (óleo de soja, 0,1mL) ou OUA (25μg/kg/dia) durante 15 dias. Após o tratamento, os animais foram anestesiados com uretana (1.2 g/Kg, i.p), submetidos à canulação da artéria carótida direita para registros de pressão arterial média, pressão arterial diastólica, pressão arterial sistólica, freqüência cardíaca, pressão sistólica intraventricular esquerda, pressão diastólica final esquerda e primeira derivada temporal de pressão positiva e negativa. Após os registros hemodinâmicos, os animais foram submetidos à toracotomia e os corações removidos e perfundidos através do coto aórtico para a retirada dos músculos papilares do ventrículo esquerdo. A preparação foi montada em câmaras (20ml) contendo solução Krebs-Henseleit (26ºC), gaseificada com mistura carbogênica. Foram analisados, nesta preparação, a contração após a pausa (PRC), contrações tetânicas do músculo cardíaco (CT), pico de força isométrica (F), a potenciação relativa após pausas de 15, 30 e 60s (PR), curva de freqüência (CF) e a resposta β-adrenérgica ao isoproterenol (ISO). Também foram analisados, in vitro, a atividade da bomba de sódio (NKA), através da técnica de hidrólise de ATP, além das expressões protéicas do trocador Na+/Ca2+(NCX), Ca2+ ATPase do retículo sarcoplasmático (SERCA), fosfolambam (PBL), receptor de angiotensina II AT1 e das isoformas α1 e α2 Na+-K+ ATPase, através da técnica de Western blot.
Os animais tratados com OUA apresentaram uma elevação significativa em todos os parâmetros hemodinâmicos avaliados exceto na PdfVE quando comparados com o veículo. O tratamento com OUA por 15 dias diminuiu o pico de força isométrica (veículo: 0,56 ± 0,055 vs ouabaína:0,35 ± 0,043 p<0,05). Os parâmetros de PR e a CF não se alteraram após o tratamento. Também não se observou alterações na resposta &#946;-adrenérgica ao ISO, nas contrações tetânicas e na PRC. O tratamento com OUA aumentou a atividade da NKA (veículo: 151,85 ± 7.60 vs ouabaína: 191,03 ± 11,41, p<0,05) e diminuiu as expressões protéicas da isoforma &#945;1 da NKA (veículo: 0,98 ± 0,06 vs ouabaína: 0,76 ± 0,06, p<0,05), do trocador Na+/Ca2+ (veículo:1,96±0,13 vs ouabaína 0,78±0,06, p<0,05) e do receptor AT1 (veículo: 1,19 ± 0,18 vs ouabaína: 0,72 ± 0,08, p<0,05) quando comparado com o grupo veículo.
Em conclusão, os resultados demonstram que o tratamento crônico com ouabaína por 15 dias, em ratos normotensos produz um efeito inotrópico negativo. Esse efeito pode estar associado ao aumento da atividade da bomba de sódio, redução da expressão protéica da isoforma &#945;1 da Na+-K+ ATPase e redução do trocador Na+/Ca2+. Além disso, o tratamento com ouabaína reduziu a expressão protéica do receptor AT1, sugerindo um envolvimento do sistema renina-angiotensina na hipertensão induzida pela ouabaína.

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