Avaliação do Tratamento a Curto Prazo Com Ouabaína na Reatividade Vascular de Rato.

Nome: Alessandra Simao Padilha
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 04/04/2007
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cleci Menezes Moreira Examinador Externo
Dalton Valentim Vassallo Orientador
Ivanita Stefanon Coorientador
Jose Geraldo Mill Examinador Interno
Luciana Venturini Rossoni Examinador Externo

Resumo: A ouabaína (OUA), um inibidor da Na+K+-ATPase, está presente em concentrações nanomolares (nM) no plasma de vários mamíferos. Em ratos hipertensos, concentrações nM dessa substância, de forma aguda, são capazes de aumentar a pressão arterial (PA) e a sensibilidade do músculo liso vascular à agonistas -adrenérgicos, via liberação de angiotensina II (Ang II). No entanto, não se sabe se o efeito de concentrações maiores de OUA já conhecidas por aumentar a PA e amplificar a reatividade vascular a esses agonistas, tanto em ratos normotensos quanto em hipertensos, também são dependentes da liberação de Ang II. Por outro lado, os efeitos agudos da OUA parecem ser distintos dos seus efeitos crônicos. A hipertensão induzida por administração crônica de OUA por 5 semanas é acompanhada de alterações compensatórias dos fatores endoteliais sobre a reatividade vascular. Porém, ainda não se sabe se essas alterações já se iniciam em estágios mais precoces dessa hipertensão.
Neste estudo avaliamos as ações agudas de 18 μg/Kg (i.v.) de OUA na PA de ratos hipertensos (SHR) e normotensos (Wistar e WKY), bem como os efeitos de 1 μM de OUA na reatividade vascular à fenilefrina (FE) no leito vascular caudal desses animais. Também investigamos, em ratos Wistar, o efeito do tratamento crônico por 15 dias com OUA (25 μg/Kg) sobre a resposta a contrátil à FE em artérias mesentéricas de resistência (AMR).
A administração de 18 μg/Kg de OUA elevou a pressão arterial diastólica (PAD) e a pressão arterial sistólica (PAS) em ratos Wistar e SHR, mas não em WKY. A administração de losartan preveniu o efeito pressor da OUA sobre a PAD de ratos Wistar, mas não alterou os demais parâmetros. No leito vascular caudal dos ratos Wistar, WKY e SHR, 1μM de OUA foi capaz de aumentar a resposta à FE. Esse aumento foi atribuído à liberação local de Ang II, já que a co-perfusão com Losartan e OUA, não modificou a resposta à FE. Nos SHR, somente parte dessa resposta foi abolida pela administração de losartan. Esses dados sugerem que a OUA amplifica a resposta à FE em ratos normotensos, via liberação de Ang II. Já nos hipertensos, outras vias endoteliais, além da Ang II parecem estare envolvidas.
O tratamento crônico com OUA por 15 dias elevou a PAS, PAD e freqüência cardíaca em ratos Wistar. No entanto, a reatividade vascular à FE em AMR foi similar em ratos tratados e não tratados. A incubação das AMR com L-NAME aumentou a resposta a FE nos dois grupos, embora esse efeito tenha sido maior nos ratos tratados. Essa resposta não foi acompanhada de aumento na expressão protéica da eNOS, nem de alterações no relaxamento à acetilcolina. A co-incubação de Indometacina e L-NAME deslocou a curva concentração-resposta à FE para a esquerda nos ratos não tratados similar àquele obtido somente com L-NAME, sugerindo a ausência da participação dos prostanóides em resposta à FE. Já em ratos tratados, a incubação dos dois fármacos não desviou a curva concentração-resposta à FE, indicando a participação de prostanóides vasoconstritores. Nos ratos tratados esse resultado foi acompanhado de aumento na expressão protéica de COX-2. A pré-incubação das artérias com Indometacina, L-NAME e TEA, promoveu um desvio adicional da curva concentração-resposta a FE somente em AMR de ratos não tratados. Esses dados sugerem que estágios iniciais da hipertensão induzida por OUA são acompanhados de aumento da liberação de NO e prostanóides vasoconstritores, e redução de EDHF, que em conjunto, apesar de não modificar a reatividade vascular à FE, podem contribuir para a manutenção da hipertensão induzida por OUA.

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