ANÁLISE DOS NÍVEIS DE ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO,
BIOMARCADORES INFLAMATÓRIOS E IMUNOLÓGICOS, E DA FUNÇÃO
PULMONAR EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM ASMA EM VITÓRIA – ES

Nome: MAIANE FERNANDES FERREIRA

Data de publicação: 17/09/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
CAMILA FERREIRA LEITE Examinador Externo
JOSE GERALDO MILL Coorientador
LUCAS RODRIGUES NASCIMENTO Examinador Interno
SILVANA DOS SANTOS MEYRELLES Presidente

Resumo: INTRODUÇÃO: Diante dos efeitos inflamatórios desencadeados pela inalação de
poluentes que promovem a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs), é
importante investigar o impacto da exposição à poluição atmosférica na saúde
respiratória, especialmente entre crianças e adolescentes com asma, grupo
particularmente
vulnerável
devido ao sistema respiratório ainda em
desenvolvimento. OBJETIVOS: Avaliar os níveis sistêmicos de EROs,
biomarcadores inflamatórios e imunológicos, além da função pulmonar, em crianças
e adolescentes com e sem diagnóstico de asma, residentes em Vitória-ES.
MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de estudo observacional e transversal em
amostra de 110 crianças e adolescentes de ambos os sexos, com idades entre 6 e
15 anos, com (n = 83) e sem (n = 27) diagnóstico prévio de asma, segundo
prontuário médico existente em Unidade Básica de Saúde onde o paciente era
atendido. Em dia pré-agendado, foram feitos exames clínicos para avaliação da
função pulmonar (espirometria) e coletado sangue em jejum para determinação de
hemograma, bioquímica básica e imunoglobulina. Uma amostra de sangue foi
estocada a -80oC para posterior quantificação de EROs (ânion superóxido e
peróxido de hidrogênio) por citometria de fluxo. O estudo foi aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa do CCS/UFES (Parecer 3.546.535). As análises foram feitas
no software GraphPad Prism, versão 9.0. Os dados foram expressos como média ±
desvio padrão, mediana e intervalo interquartil (IIQ) e porcentagem (%). A
comparação entre os grupos foi realizada pelos testes de Mann-Whitney, t de
Student e Qui-quadrado, com significância estatística de p < 0.05. RESULTADOS:
Os pacientes com asma apresentaram níveis mais elevados de eosinófilos (EOS;
N/mm3) com mediana de 447 [223-682] em comparação ao grupo controle, que
apresentou 237 [157-410] (p<0,01). Os níveis de IgE (KU/L) também foram mais
elevados no grupo asma (548 [212-1091]) em relação ao controle (138 [49,4-480];
p<0,01). Quanto à produção de EROs, observou-se aumento significativo nos níveis
de ânion superóxido (MIF u.a.) no grupo asma, com mediana de 1295 [1162-1416],
em comparação ao controle (1129 [973-1302]; p<0,01). Por outro lado, não foi
detectada diferença significativa nos níveis de peróxido de hidrogênio (MIF u.a.)
entre o grupo asma e o grupo controle (3039 [1751-4293] vs 2849 [1910-3403];
p=0,34). Em relação à função pulmonar, o grupo asma apresentou menor Volume
Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1; %pred) em comparação ao grupo
sem asma (95,4 ± 15,9 vs 105,0 ± 12,0; p<0,01). Da mesma forma, a Capacidade
Vital Forçada (CVF; %pred) foi menor no grupo asma (100,4 ± 16,8 vs 109,9 ± 15,2;
p<0.05). CONCLUSÃO: Crianças e adolescentes com asma leve a moderada
apresentaram maior atividade inflamatória e oxidativa, além de redução da função
pulmonar, embora com valores ainda dentro da normalidade clínica. A quantificação
sistêmica de EROs, especialmente do ânion superóxido, mostrou-se sensível para
detectar ativação oxidativa, sugerindo seu potencial como marcador complementar
no monitoramento da doença.

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