PREDITORES DE MORTALIDADE E ANOS DE VIDA PERDIDOS AJUSTADOS POR
INCAPACIDADE (DALY) NO TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO GRAVE EM UMA
CAPITAL DO SUDESTE DO BRASIL: UM ESTUDO OBSERVACIONAL PROSPECTIVO

Nome: RODRIGO MIRANDA GROBERIO

Data de publicação: 21/08/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
FERNANDO ZANELA DA SILVA AREAS Presidente
LUCIANE BRESCIANI SALAROLI Examinador Interno
ROBSON LUIS OLIVEIRA DE AMORIM Examinador Externo

Resumo: O traumatismo cranioencefálico (TCE) grave é uma condição clínica de alta
complexidade, reconhecida como uma das principais causas de mortalidade precoce
e incapacidade funcional prolongada em todo o mundo. No Brasil, a escassez de
estudos regionais com dados robustos limita a compreensão da real magnitude do
problema, sobretudo nas regiões menos estudadas. Este estudo teve como objetivo
identificar os principais preditores de mortalidade e calcular a carga da doença,
expressa em anos de vida perdidos ajustados por incapacidade (DALY), em pacientes
com TCE grave atendidos em um hospital de referência da região metropolitana de
Vitória, Espírito Santo. Trata-se de um estudo observacional, prospectivo, do tipo
coorte, conduzido com 737 pacientes adultos com diagnóstico de TCE grave (Escala
de Coma de Glasgow 8), entre maio de 2021 e maio de 2023. Foram avaliadas
variáveis clínicas, sociodemográficas, laboratoriais e neurocirúrgicas, com análise
estatística por regressão logística binomial. A carga da doença foi determinada a partir
do somatório dos anos de vida perdidos por morte prematura (YLL) e dos anos vividos
com incapacidade (YLD). A taxa de mortalidade geral foi de 52,1%, com predomínio
de homens jovens (81,4%) e média de idade de 44,4 anos. A queda da própria altura
foi a principal causa de internação (32,8%). Na fase aguda (até 7 dias), os fatores
associados à mortalidade foram a necessidade de craniectomia, uso de drogas
vasoativas e presença de outros traumas. Na fase subaguda (8 a 112 dias),
destacaram-se a monitorização da pressão intracraniana (PIC) e a presença de
plaquetopenia. Já na fase crônica (após 113 dias), a idade superior a 65 anos foi o
principal fator de risco para óbito. A carga total estimada foi de 22.322,23 DALYs ao
longo de 24 meses, com média de 30,28 DALYs por paciente e 593,41 DALYs por 100
mil habitantes/ano. Os resultados revelam um impacto substancial do TCE grave
sobre a saúde pública regional, com elevada carga de mortalidade e incapacidade, e
apontam a necessidade urgente de estratégias específicas de prevenção, assistência
e reabilitação, especialmente voltadas à população de maior risco.

Acesso ao documento

Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Marechal Campos, 1468 - Bonfim, Vitória - ES | CEP 29047-105