CARACTERIZAÇÃO DOS EFEITOS DA EUPHORBIA TIRUCALLI NA REATIVIDADE VASCULAR DE RATOS

Nome: Thamirys Maria Pandolfi da Fraga da Silva
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 08/03/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Silvana dos Santos Meyrelles Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Camila Almenara Cruz Pereira Examinador Externo
Silvana dos Santos Meyrelles Orientador

Resumo: Euphorbia tirucalli (Aveloz) é uma planta originada na África, que ganhou espaço nas regiões de clima tropical. Tem sido utilizada para inúmeros fins terapêuticos, sendo bastante conhecida e estudada por conter um látex rico em compostos bioativos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu sua comercialização devido aos diversos acidentes que podem ocorrer quando ingerida e quando em contato com pele e olhos. No entanto, estudos têm apresentado que muitos compostos presentes no látex, possuem ações benéficas como atividade antiproliferativa, antimicrobiana, antioxidantes, anti-inflamatórias e antimutagênica. Objetivo: Elucidar os efeitos do látex da E. tirucalli sobre o sistema cardiovascular, especificamente em artérias aorta de ratos Wistar. Metodologia: Duas doses de 500 ng do látex da Aveloz (AV) em meio aquoso foi padronizada, sendo que uma delas, foi submetida a hidrólise química. Em seguida, os animais foram sacrificados e o protocolo de curvas concentração resposta a fenilefrina (FE), Acetilcolina (ACh) e Nitroprussiato (NPS) foram realizadas antes e após a incubação do látex no banho. Análise Estatística: Os valores indicam média ± EPM. *P<0,05 em relação ao grupo controle. Resultados: Verificou-se que AV promove vasoconstrição, e quando submetidos a curva de FE não respondem com eficiência quando comparado ao controle (Ct Rmáx 141.9±3.06% vs. AV Rmáx 107.9±0.94%). Ao utilizar um bloqueador dos receptores alfa 1 adrenérgico (prazosina), notou-se quase abolição total da contração no grupo controle (Ct Rmáx 142.7±4.92% vs. Ct+Prazosina Rmáx 107.7±1.42%). Contudo, no grupo AV não foram observadas diferenças antes e após o bloqueio. (AV Rmáx 107.9±0.94% vs. AV+Prazosina Rmáx 108.8±2.46%). Este fármaco inibe a ativação da enzima Fosfolipase C e consequentemente toda a cascata de reações subsequentes, e este resultado nos mostra que possivelmente esta não é a principal via pela qual o látex causa contração vascular. Para elucidar se o princípio ativo das respostas poderia ser pelos ésteres de forbol, utilizamos o látex na forma hidrolisada e a contração dos anéis foram marcadamente reduzidas (Rmáx AVH 2.03±0.29g) vs. (Ct 3.30±0.16g). O relaxamento dependente de endotélio também foi avaliado, e na presença do látex, apresentou prejuízo de função quando comparado ao controle (AV 51.6±10.45%) vs. (Ct 85.23±1.77 %). Ao utilizar o inibidor da enzima óxido nítrico sintase, L-NAME, verificamos a abolição total de relaxamento, e redução da biodisponibilidade de NO no grupo AV (AV 51.69±13.49 vs. AV+L-NAME -11.30±2.43) vs. (CT 85.84±1.86 vs. CT+L-NAME -6.11±4.91). O relaxamento independente de endotélio não apresentou diferença significativa na resposta (CT 100.0±0.00 vs. AV 87.77±8.5). Esses resultados demonstram que o látex da planta
age como potente vasoconstritor, possivelmente pela ação de ésteres de forbol, além de causar prejuízo no relaxamento a ACh na aorta de ratos normotensos.

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