Vasodilatação mediada pela lectina de Dioclea rostrata em artérias de condutância e resistência: mecanismos e predições de ligação com glicoconjugados

Nome: Tatiani Botelho Nascimento
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 20/07/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
LEONARDO DOS SANTOS Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fabiana Dayse Magalhaes Siman Meira Examinador Externo
Kyria Santiago do Nascimento Examinador Externo
LEONARDO DOS SANTOS Orientador
Silvana dos Santos Meyrelles Examinador Interno
Suely Gomes de Figueiredo Examinador Interno

Resumo: Lectinas são proteínas encontradas em vários organismos, desde microrganismos como vírus e bactérias até em animais e plantas, e possuem a capacidade de ligar a carboidratos de forma especifica e reversível através do domínio de reconhecimento de carboidratos (DRC). Lectinas encontradas em sementes de leguminosas possuem diversos efeitos que incluem ação anti-inflamatória, nociceptiva, antiproliferativa, antimicrobiana e antitumoral. Estudo prévio demonstrou que a lectina isolada da leguminosa Dioclea rostrata (DRL) possui efeito vasodilatador em aorta de ratos. O objetivo desse estudo foi avaliar se as vias de relaxamento induzido por DRL se alternam entre diferentes tipos de artéria, e identificar possíveis interações moleculares envolvidas. Aorta torácica de rato, artéria mesentérica de resistência e artéria coronária foram testadas \\\\\\\\\\\\\\\"in vitro\\\\\\\\\\\\\\\" com curvas cumulativas de DRL (0,01−100 μg/mL). Além disso, também foram testadas as possíveis interações da DRL com glicanos ou glicoproteínas presentes na membrana celular por meio de estudos “in sílico” de ancoragem molecular. Nos estudos de reatividade, L-NAME, indometacina e KCl alto foram usados para avaliar os efeitos dependentes de óxido nítrico (NO), da ciclooxigenase (COX) e da hiperpolarização. A DRL promoveu relaxamento de todos os vasos através de diferentes mecanismos. Enquanto a inibição da síntese de NO com L-NAME atenuou os efeitos induzidos pela DRL apenas na aorta e na artéria de mesentérica de resistência, nenhum efeito significativo foi identificado na artéria coronária. Ao usar a solução despolarizante (KCl), a vasodilatação mediada pela DRL foi inibida em todas as artérias, porém com menor efeito nas artérias coronárias. Enquanto a incubação com indometacina reduziu significativamente o relaxamento, indicando papel para os fatores derivados da ciclooxigenase nos efeitos da DRL nas artérias mesentéricas e coronárias, nenhum efeito foi notado nos segmentos de aorta. De maneira interessante, o efeito mediado pela DRL na artéria mesentérica de resistência é bifásico (relaxamento seguido de contração), sendo o efeito final provavelmente mediado pela liberação de prostanóides constritores derivados da COX. Os resultados de docking molecular sugeriram interações entre DRL e heparan sulfato, CD31 (PECAM-1) e vários outros glicanos biologicamente relevantes presentes na superfície da membrana e glicocálice do endotélio. Esses dados indicam que os mecanismos envolvidos na vasodilatação mediada por DRL variam entre artérias de condutância e resistência de diferentes origens, e esses efeitos poderiam
estar relacionados à capacidade do DRL de ligar uma diversidade de glicanos, especialmente heparan sulfato e PECAM-1 (CD31), dois mecanorreceptores propostos para ativação da NO sintase e da ciclooxigenase no endotélio vascular.

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