ÁCIDO ÚRICO SÉRICO EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES:
DISTRIBUIÇÃO E ASSOCIAÇÃO COM FATORES DE RISCO
CARDIOVASCULAR

Nome: Stephanie Rezende Alvarenga Moulin Mares
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 06/03/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Jose Geraldo Mill Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Carmem Luiza Sartorio Examinador Interno
Dalton Valentim Vassallo Examinador Interno
Jose Geraldo Mill Orientador
Marcelo Perim Baldo Examinador Externo
Valéria Valim Cristo Examinador Externo

Resumo: INTRODUÇÃO: A hiperuricemia em adultos está associada a doenças
cardiovasculares. No entanto, falta informação sobre os determinantes do ácido úrico sérico (AUS) em crianças e adolescentes. Nosso objetivo foi determinar a distribuição do AUS em crianças e adolescentes e a possível associação entre os níveis aumentados de ácido úrico e fatores de risco cardiovasculares. MÉTODOS: Uma amostra de sangue em jejum foi coletada de 1.750 crianças e adolescentes (6-17 anos, 56% meninos), matriculadas na instituição denominada Estação Conhecimento, Serra/ES, Brasil. Valores de referência foram gerados para definir hiperuricemia (≥percentil 90 de concentração de ácido úrico para o sexo e a faixa etária). A puberdade
foi definida de acordo com a escala Tanner. O peso corporal, o percentual de gordura (%G) e a massa magra foram determinados através de balança de bioimpedância e calculado o percentil para idade e sexo do índice de massa corporal (pIMC). Os dados foram expressos como média ± desvio padrão. RESULTADOS: O grau de puberdade, a faixa etária e o sexo influenciam a distribuição do AUS, sendo a média de AUS maior entre os indivíduos que já tinham entrado na puberdade (4,2 ± 1,1 mg/dL) do que nos pré-púberes (3,6 ± 0,8 mg/dL; p <0,001), com uma diferença mais acentuada entre púberes do sexo masculino (4,4 ± 1,2 mg/dL) em relação ao sexo feminino (4,0 ± 1,0
mg/dL; p <0,001). Foram propostos os seguintes valores de referência de ácido úrico, baseado no p90 por sexo e grupo etário: de 06 a 10 anos: &#8804; 4,8 mg/dL; de 10 a 13 anos: &#8804; 5,7 mg/dL em meninos &#8804; 5,2 mg/dL em meninas; e 14 a 17 anos: &#8804; 6,4 mg/dL em meninos &#8804; 5,3 mg/dL em meninas. A hiperuricemia foi associada a sobrepeso/obesidade (OR 3,5 IC 95% 2,6-4,8), circunferência abdominal aumentada (OR 3,7 IC 95% 2,7-5,1), dislipidemia (OR 2,8 IC 95% 1,9-4,1), pressão arterial aumentada (OR 1,9 IC 95% 1,1-3,3), percentual de gordura elevado (8,7% vs. 21,1% - OR 2.8 IC 95% 1.9-4.1), síndrome metabólica (OR 3,3 IC 95% 1,6-6,7) e hiperinsulinemia (OR 2,0 IC 95% 1,3-3,1). Indivíduos no quarto quartil de AUS, em comparação com aqueles no primeiro quartil, apresentaram maior idade, percentil de IMC, circunferência abdominal, percentual de gordura e massa magra. Utilizando-se
valor de referência de 5,5mg/dL, a prevalência de hiperuricemia em crianças e
adolescentes foi de 10,3% da amostra. A massa magra foi a principal variável que se associou de forma independente para valores mais elevados de AUS. CONCLUSÃO: Valores mais elevados de AUS se associam a maior risco cardiovascular na infância e na adolescência. Os principais fatores de risco cardiovascular associados à hiperuricemia nessa população foram sobrepeso/obesidade, circunferência abdominal aumentada, dislipidemia, percentual de gordura elevado, pressão arterial aumentada, resistência insulínica e síndrome metabólica.

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