Efeito do tratamento com progesterona sobre a reatividade vascular coronariana dependente do endotélio em ratas espontaneamente hipertensas

Nome: Débora Tacon da Costa
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 17/08/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Roger Lyrio dos Santos Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
MARISTELA DE OLIVEIRA POLETINI Examinador Externo
Nazare Souza Bissoli Examinador Interno
Roger Lyrio dos Santos Orientador

Resumo: Receptores de progesterona são expressos no endotélio e músculo liso vascular e por meio destes a progesterona produz efeitos importantes como a formação direta e indireta de fatores vasoativos, essenciais para homeostase vascular. Apesar de relevante para o sistema cardiovascular, o papel da progesterona é pouco caracterizado, principalmente no modelo de hipertensão essencial, o SHR (Spontaneously Hipertensive Rats). Por isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos do tratamento com progesterona sobre a reatividade vascular coronariana dependente do endotélio em ratas hipertensas e ovariectomizadas. Para tal, utilizamos ratas adultas SHR, divididas em 3 grupos: Sham, Ovariectomizada (OVX) e Ovariectomizada + tratamento (2 mg/kg/dia) com progesterona (OVX-P4) por 15 dias. A pressão arterial sistólica (PAS) foi avaliada no início e no final do tratamento por pletismografia de cauda. Microscopia eletrônica de varredura foi utilizado para análise qualitativa do endotélio. A reatividade vascular do leito coronariano foi investigada utilizando o método Langendorff modificado. Após 40 minutos de estabilização, a pressão de perfusão coronariana (PPC) basal foi registrada e a reatividade vascular do leito coronariano foi avaliada por meio da construção de uma curva dose-resposta de bradicinina (BK) administrada em concentrações crescentes (0,1-1000 ng) antes e após a perfusão de inibidores farmacológicos: inibidor inespecífico da enzima óxido nítrico sintase - N&#969;-nitro-L-arginina metil éster (L-NAME, 100 &#956;M ), inibidor inespecífico da enzima ciclooxigenase (COX) - indometacina (INDO; 2,8 &#956;M), inibidor da enzima citocromo P450 (CYP) - clotrimazol (0,75 &#956;M, CLOT), de forma individual ou combinada. Todos os protocolos foram aprovados pela CEUA-UFES (42/2018). Os dados foram expressos como média ± erro padrão da média, e analisados por ANOVA 2 vias, seguida de post hoc de Tukey (p < 0,05). A progesterona não afetou o aumento da PAS em relação aos grupos estudados. Os grupos OVX e OVX-P4 apresentaram PPC basal maior comparada ao grupo SHAM. A BK foi capaz de promover vasodilatação em todos os grupos estudados. Contudo, observamos que o grupo OVX apresentou um prejuízo no relaxamento à BK comparado ao grupo SHAM, além de apresentar perda da arquitetura e áreas de atrofia celular. O tratamento com progesterona foi capaz de prevenir essa redução. A inibição inespecífica da NOS produziu maior prejuízo no grupo Sham, enquanto que a inibição da COX promoveu maior redução no relaxamento do grupo OVX-P4. O principal achado desse estudo foi a capacidade da progesterona em modular a vasodilatação coronariana dependente do endotélio em fêmeas SHR ovariectomizadas. O prejuízo causado pela deficiência hormonal foi prevenido pela progesterona e parece que uma das vias envolvidas é a dos prostanoides.

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