Exposição por 30 dias ao cobre aumenta a pressão arterial e altera a contratilidade cardíaca: Envolvimento do óxido nítrico e do estresse oxidativo

Nome: Cindy Medici Toscano Rozetti
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 08/05/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Orientador
Giulia Alessandra Wiggers Pecanha Examinador Externo
Jose Guilherme Pinheiro Pires Examinador Externo
LEONARDO DOS SANTOS Examinador Interno
Maylla Ronacher Simões Examinador Interno

Resumo: O cobre contribui como um fator essencial para a homeostase do organismo. No entanto, a exposição ao cobre pode comprometer as funções orgânicas, as quais incluem o sistema cardiovascular. Nós investigamos os efeitos da exposição por 30 dias ao cobre sobre a pressão arterial e a contratilidade cardíaca e o envolvimento do óxido nítrico e das espécies reativas de oxigênio. Ratos Wistar (12 semanas de idade, 275 ± 5,8 g) foram randomizados em grupo tratado (Cu) expostos 30 dias ao cobre (2000 μg/kg/dia CuCl2, I.P.) e grupo controle (Ct) que recebeu salina (0,9%, I.P.). O grupo Cu apresentou concentração de cobre sanguínea de 1,26 ± 0,5 μg/mL e Ct 0,024 ± 0,01 μg/mL. Os sítios de maior acúmulo do metal foram fígado, rins e tíbia em relação aos outros órgãos analisados no presente estudo. A exposição ao cobre aumentou a PA sistólica (Cu: 141 ± 3 mmHg; Ct: 132,8 ± 3mmHg) (manguito de cauda) e os parâmetros hemodinâmicos arteriais e intraventriculares. O cobre aumentou o desenvolvimento da força dos músculos papilares e o L- NAME não alterou essa resposta. O retículo sarcoplasmático parece recaptar menos cálcio do citoplasma no cardiomiócito. A resposta contrátil ao Ca2+ foi aumentada pelo cobre e o L-NAME potencializou este aumento. O cobre aumentou as contrações dependentes do influxo transarcolemal de Ca2+, mas o L-NAME reduziu o efeito em ambos os grupos. A resposta contrátil ao isoproterenol foi menor nos grupos tratados e o L-NAME não alterou este resultado. O desenvolvimento de força dos músculos papilares no pico e platô das contrações tetânicas aumentou após a exposição de cobre, sem que o L-NAME alterasse esse efeito. A detecção in situ mostrou um aumento da produção local de radical hidroxila (OH●). Em conclusão, a exposição por 30 dias ao cobre aumentou a PA e o desenvolvimento de força dos músculos papilares cardíacos, aumentou o influxo de Ca2+ e retardou a sua recaptação pelo RS, nos quais há o envolvimento do OH● e do NO. Deste modo, a exposição ao cobre pode ser prejudicial e causar danos cardiovasculares.

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