"EFEITOS DO ÁCIDO ELÁGICO SOBRE A REATIVIDADE VASCULAR DE RATAS HIPERTENSAS E OVARIECTOMIZADAS"

Nome: FABRÍCIO BRAGANÇA DA SILVA
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 23/08/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Glaucia Rodrigues de Abreu Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Girlandia Alexandre Brasil Amorim Examinador Externo
Glaucia Rodrigues de Abreu Orientador
Helder Mauad Examinador Externo
Jose Geraldo Mill Examinador Interno

Resumo: O período da pós-menopausa é tido como um marco para surgimento de doenças crônicas não transmissíveis das quais se destacam as doenças cardiovasculares. Nesse contesto, a hipertensão arterial e a disfunção endotelial formam a base dos principais fatores de risco e agravos. A introdução de nutracêuticos como alternativas terapêuticas tem chamado a atenção de pesquisadores por apresentarem resultados promissores. Dentre eles se destaca o ácido elágico, um fitoquímico com potentes propriedades antioxidantes, encontrado em frutas, plantas e nozes. Portanto o objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos do tratamento com ácido elágico sobre a reatividade vascular de artérias de resistência em um modelo experimental de hipertensão e menopausa. Para tanto, 40 ratas SHR formam avaliadas durante 4 semanas e separadas em 5 grupos de acordo com o tratamento: SHAM, tratadas com veículo (carboximetilcelulose); OVX, castradas e tratadas com veículo; OAE, castradas e tratadas com ácido elágico (10 mg/Kg/dia); OE2, castradas e tratadas com estrogênio (1g/Kg/dia); OAE+E2, tratadas com ácido elágico e estrogênio. Anéis de artérias de mesentéricas foram submetidas a testes de força de contração na ausência e na presença de um inibidor da enzima óxido nítrico sintase para registo da performance dos tratamentos e a participação do óxido nítrico (NO) nas respostas; e amostras dos tecidos foram colhidos para analises bioquímicas. O tratamento como ácido elágico provou preservar a pressão arterial e reatividade vascular; bem como evidenciou maior biodisponibilidade do NO, menor concentração de ânion superóxido e maior síntese das enzimas antioxidantes superóxido dismutase e catalase em relação aos animais OVX e não diferenciando-se dos demais grupos. Os resultados nos levam a deduzir que, na ausência da reconhecida ação cardioprotetora do estrogênio, o ácido elágico supre seus efeitos de forma efetiva, configurando-se como uma proposta promissora no controle dos danos cardiovasculares da hipertensão e disfunção endotelial.

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