EXPOSIÇÃO AGUDA AO HGCL2 INDUZ OS RECEPTORES ERα E ERβ A AGIREM COMO VASOCONSTRITORES E PROMOVE DENUDAÇÃO ENDOTELIAL ATRAVÉS DA VIA DE SINALIZAÇÃO PI3K/Akt

Nome: Evellyn Rodrigues Cordeiro
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 19/06/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Orientador
Maylla Ronacher Simões Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Dalton Valentim Vassallo Orientador
Giulia Alessandra Wiggers Pecanha Examinador Externo
Maylla Ronacher Simões Coorientador
Mirian Fioresi Examinador Externo

Resumo: As doenças cardiovasculares são mais frequentes entre as mulheres na pós-menopausa devido ao declínio da concentração plasmática de estrogênio, evidenciando o importante papel de modulador vascular que esse hormônio exerce. A regulação da reatividade vascular pelos receptores de estrogênio está relacionada principalmente à manutenção da função endotelial normal. Entretanto, seus efeitos moduladores vasculares são controversos, uma vez que também ocorrem em condições patológicas em mulheres que fazem uso de contraceptivos orais e reposição hormonal. Como o mercúrio está amplamente associado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e já é comprovado sua capacidade de alterar o funcionamento dos receptores de estrogênio, investigamos os possíveis efeitos nocivos sobre os mecanismos que modulam a reatividade vascular à fenilefrina nos anéis aórticos isolados de ratas Wistar (250- 300g), promovidas pela exposição aguda ao HgCl2 (6 nM) durante 45 minutos. O mercúrio aumentou o estresse oxidativo e a reatividade vascular estimulando a atividade da NADPHoxidase, ciclooxigenase-2 (COX-2) e a produção de tromboxano A2 (TXA2). O metal também induziu denudação endotelial na aorta, evidenciada por microscopia eletrônica de varredura, reduzindo a biodisponibilidade do óxido nítrico (NO) e aumentando a atividade da via de sinalização PI3K/Akt. Além do exposto, nossos resultados sugerem que o mercúrio ativa mecanismos que estimulam a vasoconstricção via receptores estrogênicos nucleares (ERα, ERβ). Nossos resultados sugerem que o mercúrio pode aumentar as chances de desenvolver doenças cardiovasculares em mulheres através de aumento do estresse oxidativo, redução da biodisponibilidade de NO, aumento da produção de TXA2 e alteração do funcionamento de ERα e ERβ, devendo ser considerado um importante fator de risco ambiental.

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