OSTEOPOROSE EM MENOPAUSA EXPERIMENTAL: PAPEL DO EXERCÍCIO FÍSICO OU DO TRATAMENTO COM TELMISARTANA

Nome: Antonio Marcos Birocale
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 19/11/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Nazare Souza Bissoli Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Breno Valentim Nogueira Examinador Externo
Carmem Luiza Sartorio Examinador Interno
Nazare Souza Bissoli Orientador
Tadeu Uggere de Andrade Examinador Externo

Resumo: Telmisartana, um bloqueador do receptor do tipo I de angiotensina II e um agonista parcial de PPARγ tem sido usada para tratamento da hipertensão. É conhecido que a ativação do PPARγ induz perda óssea. O objetivo do presente trabalho foi avaliar duas intervenções distintas por um período de 8 semanas: o uso da telmisartana ou a corrida em esteira elétrica, sobre a densidade mineral óssea, microarquitetura óssea e sobre as propriedades mecânicas do fêmur de ratas espontaneamente hipertensas. As ratas com três meses de idade foram ovariectomizadas (OVX) ou SHAM operadas e distribuídas em 04 grupos para cada estudo, sendo que as ratas dos grupos SS e CS foram comuns aos estudos: 1) SHAM sedentárias (SS), SHAM com uso de telmisartana (ST), OVX sedentárias (CS) e OVX com uso de telmisartana (CT) e, 2) SHAM sedentárias (SS), SHAM realizando exercício (SE), OVX sedentárias (CS) e OVX realizando exercício (CE). Os tratamentos com telmisartana e com a substância veículo foram feitos por gavagem oral. Foram avaliados parâmetros de pressão sanguínea e, após a eutanásia, os ossos (fêmur e a quinta vértebra lombar) foram analisados por DEXA e/ou, MicroCT. Foi mensurado o nível de expressão proteíca de PPARγ no fêmur por meio de western blotting nas ratas do estudo com telmisartana. A pressão sanguínea foi reduzida tanto nos animais que fizeram uso da telmisartana quanto naqueles que foram exercitados. Os dados ponderais indicaram que a OVX foi realizada com sucesso e o peso corporal final, peso do coração e a razão entre o peso do coração e o comprimento da tíbia também foram reduzidos pelo uso da droga, enquanto o exercício aumentou os parâmetros reduzidos com a droga no estudo 1. Em relação aos parâmetros ósseos propriamente ditos, houve redução no tamanho do fêmur, carga máxima, rigidez e resiliência e carga de fratura com a terlmisartana. A DMO diminuiu no fêmur e na quinta vértebra lombar com a telmisartana. A integridade da microarquitetura trabecular por MicroCT também sofreu comprometimento pela droga nas ratas OVX. Os níveis de expressão de PPARγ aumentaram pela OVX e pela OVX associada a telmisartana. O exercício também reduziu a força máxima, a rigidez e a resiliência, e aumentou o tamanho do fêmur nas ratas OVX. Os parâmetros físicos do fêmur e da tíbia foram pouco alterados pelo exercício. A DMO reduzida pela OVX no fêmur e vértebra foi restaurada pelo exercício. Os parâmetros microarquiteturais no geral também foram altrados pela atividade
física. Os resultados demonstraram que o uso da telmisartana em ratas OVX, reduziu a massa óssea e desestruturou as trabéculas e demonstraram que a atividade física modificou positivamente a organização dos ossos avaliados. Em perspectiva clínica sugere-se acompanhamento de mulheres hipertensas em uso de telmisartana a fim de se avaliar os efeitos desta droga no osso e deve-se indicar exercício tipo corrida para se estimular a manutenção dos ossos.

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