EFEITOS AGUDOS DO CLORETO DE MERCÚRIO SOBRE A VASCULATURA RENAL DE RATOS

Nome: JOÃO VITOR DOS ANJOS VIEIRA
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 02/08/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
LEONARDO DOS SANTOS Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adriana Castello Costa Girardi Examinador Externo
Carmem Luiza Sartorio Examinador Interno
LEONARDO DOS SANTOS Orientador

Resumo: Inúmeros estudos já foram realizados com o objetivo de investigar as modificações decorrentes de intoxicação por mercúrio nos diversos sistemas do corpo humano. Com isso, temos cada vez mais assegurado que a exposição ao mercúrio, mesmo em baixas concentrações, é considerada um fator de risco à saúde humana. O rim, órgão de suma importância na função depuradora e na homeostase dos líquidos corpóreos, é um dos mais afetados nas intoxicações por esse metal, embora pouco se saiba a respeito dos seus impactos diretos sobre a hemodinâmica renal. Com base nessas informações, nosso objetivo foi avaliar os efeitos da infusão aguda de cloreto de mercúrio (HgCl2) em tempos e concentrações diferentes sobre o leito vascular renal isolado, e os efeitos agudos da injeção de HgCl2 sobre a função renal de ratos. Para tanto, o rim esquerdo de ratos Wistar foi canulado pela artéria renal, retirado e acondicionado em sistema de perfusão para avaliação da reatividade do leito vascular renal. Uma vez que o fluxo fora mantido constante por meio de bomba peristáltica, as variações na pressão de perfusão indicavam mudanças na resistência vascular (P = F × R). Foram feitas infusões de solução nutriente de Krebs-Henseleit (KH) somente ou contendo HgCl2 a 3, 30 ou 300 nM por 30 ou 90 minutos, sendo feitos os protocolos experimentais em seguida. O mercúrio aumentou a pressão de perfusão média (PPM) a partir de 30 min somente com HgCl2 300 nM tendo maior elevação aos 90 min. Diminuiu a resposta vasodilatadora à acetilcolina e diminuiu a resposta vasoconstritora à fenilefrina de maneira tempo e concentração-dependente. Aumentou a resposta pressórica em função do aumento do fluxo (relação fluxo-pressão) após 30 e 90 min de perfusão a 300 nM. A perfusão por 90 min com HgCl2 cursou com depósitos de mercúrio proporcional a concentração utilizada, principalmente no córtex renal. Nos experimentos in vivo, a injeção com HgCl2 (0,0656 mg/kg) reduziu o fluxo sanguíneo renal e aumentou a resistência vascular renal, diminuiu a taxa de filtração glomerular; aumentou a diurese e a fração excretada de água. Estes resultados ajudam a esclarecer os mecanismos pelos quais o mercúrio exerce efeito tóxico sobre o sistema renal, modificando sua vasculatura e, assim, a hemodinâmica renal.

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