DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO EXPERIMENTAL DE PÂNICO SITUACIONAL

Nome: MARINALDO BARBOSA PRADO
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 18/07/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Carlos Schenberg Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Hélio Zangrossi Junior Examinador Externo
Lívia Carla de Melo Rodrigues Examinador Interno
Luiz Carlos Schenberg Orientador
Vanessa Beijamini Harres Examinador Externo

Resumo: Embora os ataques de pânico sejam similares ao medo, eles não são acompanhados da ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). O eixo HHA está igualmente inativo no pânico experimental à estimulação elétrica da matéria cinzenta periaquedutal dorsal (MCPD). Como os glicocorticoides têm funções proeminentes na consolidação da memória, a quiescência/inibição do eixo HHA pode proteger o indivíduo contra o desenvolvimento de pânico situacional e da agorafobia. Portanto, o presente estudo examinou se a estimulação aversiva da MCPD suporta o condicionamento ao contexto da sua aplicação e se as respostas condicionadas são facilitadas pelo estresse de restrição (10 min) ou pela corticosterona (10 mg/kg, I.P.) aplicados 90 min ou imediatamente antes da sessão- teste. Para isto, os ratos foram submetidos a choques subcutâneos ou estimulações da MCPD e expostos ao respectivo contexto 7 dias após. Os pareamentos foram repetidos por 5 dias consecutivos. Surpreendentemente, enquanto os ratos submetidos ao choque apresentaram respostas robustas de congelamento em todas re-exposições, os ratos submetidos à estimulação da MCPD apresentaram um aumento expressivo da atividade (hiperatividade condicionada) que foi progressivamente atenuado ao longo das 5 exposições. Em contraste, não foram observados nem congelamento, nem hiperatividade nas re- exposições ao contexto da estimulação da MCPD em intervalos de 24 h. Notavelmente, enquanto a hiperatividade foi facilitada pelo estresse contíguo à re- exposição, ela foi abolida pelo estresse realizado 90 min antes. A corticosterona teve efeitos similares ao estresse. Estes resultados sugerem que o estresse contingente ao ataque de pânico favoreça o desenvolvimento do pânico situacional e, provavelmente, agorafobia.

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