ESPÉCIES REATIVAS DE OXIGÊNIO PREJUDICAM A CONTRATILIDADE MIOCÁRDICA APÓS A EXPOSIÇÃO AGUDA A ALTA CONCENTRAÇÃO DE COBRE

Nome: FILIPE MARTINUZO FILETTI
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 13/04/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Co-orientador
Maylla Ronacher Simões Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Dalton Valentim Vassallo Coorientador
LEONARDO DOS SANTOS Examinador Interno
Maylla Ronacher Simões Orientador
Mirian Fioresi Examinador Externo

Resumo: O cobre é um oligoelemento essencial para a homeostase e o funcionamento dos organismos vivos. A toxicidade do cobre pode estar relacionada com a produção das Espécies Reativas de Oxigênio (EROs), levando a ocorrência de doenças cardiovasculares. Avaliamos os efeitos da alta concentração de cobre na contratilidade miocárdica, investigando os possíveis efeitos mediados por EROs. A força de contração desenvolvida pelos músculos papilares foi reduzida após exposição aguda a alta concentração de cobre e prevenida pela co-incubação com Tempol, DMSO e Catalase. A re-captação de cálcio pelo retículo sarcoplasmático (RS) foi reduzida após a exposição ao cobre e restaurada pelo Tempol. A resposta contrátil ao cálcio foi reduzida pelo cobre e revertida após a co-incubação com os agentes antioxidantes. A resposta ao agonista β-adrenérgico diminuiu após a exposição ao cobre e foi restaurada pela co-incubação com Tempol e Catalase. Além disso, a detecção “in situ” mostrou aumento de O2•- e OH•. As contrações dependentes do influxo sarcolemal de cálcio foram prejudicadas pelo cobre e restauradas pelos antioxidantes. A atividade da ATPase miosínica diminuiu significativamente. Em conclusão, a alta concentração de cobre pode prejudicar gravemente o acoplamento excitação-contração cardíaco, reduzindo a capacidade de geração força, a redução do influxo de Ca2+ e a sua re-captação pelo RS e a redução da atividade da ATPase miosínica, sendo esses efeitos mediados pelo aumento da produção local de O2•-, OH• e H2O2. Esses efeitos tóxicos induzidos por alta concentração sugerem ser o cobre um fator de risco para as doenças cardiovasculares.

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