EFEITOS DA INGESTÃO CRÔNICA DE FRUTOSE NO
DESENVOLVIMENTO DE ALTERAÇÕES METABÓLICAS EM
RATOS NORMOTENSOS E ESPONTANEAMENTE
HIPERTENSOS

Nome: Layla Mendonça Lírio
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/05/2016
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Marcelo Perim Baldo Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alessandra Simao Padilha Examinador Interno
Camille de Moura Balarini Examinador Externo
Marcelo Perim Baldo Orientador

Resumo: A crescente epidemia de síndrome metabólica tem sido relacionada com o
aumento do uso de frutose pelos indivíduos, resultante do crescente uso deste
açúcar para a produção de alimentos industrializados. Recentemente, o uso de
frutose como um ingrediente aumentou em bebidas adoçadas, tais como
refrigerantes e sucos. Nossa hipótese, portanto, é de que a ingestão de frutose,
em ratos hipertensos teria um pior prognóstico no desenvolvimento de doença
metabólica e doença hepática gordurosa não-alcoólica. Métodos: ratos Wistar e
espontaneamente hipertensos com idade de 6 semanas foram tratados com
água ou frutose (10%) durante 6 semanas. A glicose no sangue foi medida a
cada duas semanas, e a resistência à insulina e teste de sensibilidade de
glicose foram avaliados ao final do tratamento. A pressão arterial sistólica foi
medida por pletismografia, a massa magra e massa de gordura abdominal
foram aferidas, o fígado foi analisado para determinar a deposição de gordura e
fibrose intersticial. Resultados: glicose em jejum apresentou-se aumentada em
animais que foram submetidos a uma ingestão de alto teor de frutose,
independente da pressão arterial. Além disso, a resistência à insulina foi
observada em ambos os grupos normotensos e hipertensos após a ingestão de
frutose, que também causou um aumento de 2,5 vezes nos níveis de
triglicerídeos em ambos os grupos, no entanto, o ganho de massa magra não
se alterou. Descobrimos que a ingestão de frutose aumentou significativamente
a deposição de massa de gordura abdominal em ratos normotensos, mas não
em ratos hipertensos. Porém, só aumentou a deposição de gordura e fibrose
no fígado de ratos hipertensos. Conclusões: Demonstramos que nos grupos
estudados, a ingestão de frutose aumentou triglicérides em ambos os grupos tratados com frutose, deposição degordura abdominal em animais normotensos
e resistência à insulina nos animais hipertensos. No entanto, os ratos
hipertensos também desenvolvem a deposição de gordura intersticial e fibrose
no fígado. Desta forma, a hipertensão essencial leva a um pior prognóstico no
desenvolvimento da síndrome metabólica e desordens hepáticas em animais
hipertensos, quando comparados aos animais normotensos.
Palavras-chave: Frutose; Distúrbio metabólico; Gordura visceral; Hipertensão;
Doença hepática gordurosa.

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