EFEITOS DA SOBRECARGA CRÔNICA DE FERRO SOBRE O VENTRÍCULO DIREITO E VASCULATURA PULMONAR DE RATOS

Nome: SABRINA BERTOLI RODRIGUES
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 01/09/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
LEONARDO DOS SANTOS Orientador
Maylla Ronacher Simões Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Couto Davel Examinador Externo
LEONARDO DOS SANTOS Orientador
Maylla Ronacher Simões Coorientador
Roger Lyrio dos Santos Examinador Interno

Resumo: Embora seja essencial para homeostase em organismos uni- e pluricelulares, incluindo os mamíferos, o ferro (Fe) quando em excesso pode ser danoso. De fato, pacientes e modelos experimentais de sobrecarga de Fe exibem dano e disfunção em diferentes sistemas, incluindo o cardiovascular. Devido a este potencial efeito da sobrecarga de Fe conduzir a vasculopatia, e as evidências de associação de algumas condições clínicas de hemossiderose e hipertensão pulmonar, este estudo teve como objetivo identificar possíveis alterações na reatividade vascular de artérias de resistência pulmonares de ratos expostos a diferentes concentrações de Fe e investigar os mecanismos subjacentes. Para tanto, os ratos foram distribuídos e submetidos a injeções i.p. de ferro-dextrano, 10 mg/Kg/dia, 100 mg/Kg/dia e 200 mg/Kg/dia (sobrecarga severa), cinco dias por semana durante quatro semanas, e comparados com um grupo que recebeu injeções de solução salina (controle). Houve prejuízo no ganho de peso com o tratamento com Fe nas maiores doses, com níveis séricos e depósitos de Fe em tecidos que indicam sobrecarga significativa, confirmando nosso modelo experimental. Além disso, particularmente no grupo tratado com a maior dose (200 mg/Kg/dia), evidenciamos hipertrofia cardíaca direita e ventrículo esquerdo normal, sugerindo que o remodelamento de ventrículo direito (VD) não está relacionado a uma possível insuficiência da câmara esquerda. Associada à hipertrofia do VD, evidenciamos hipertrofia concêntrica com redução de raio interno dos vasos pulmonares de resistência, além de aumento da reatividade vascular ao agonista de receptor TP (U46619). Nos estudos in vitro, houve sugestão de redução da biodisponibilidade de óxido nítrico e aumento da produção de espécies reativas de oxigênio, que parecem ser mediadas por aumento na subunidade gp91phox da NADPH oxidase. Além disso, o aumento na geração de ânion superóxido (O2•-) parece ser dependente da ativação do receptor do tipo 1 para angiotensina II (AT1), visto que a incubação seu antagonista losartan impediu tanto a hiper-reatividade vascular quanto o aumento na detecção de O2•- no grupo Fe. Portanto, podemos pressupor que a disfunção vascular e a hipertensão pulmonar possam vir estabelecer um importante fenótipo a ser investigado na sobrecarga de ferro, além de constituir um possível alvo terapêutico para atenuar os prejuízos acarretados nessa condição, como falência do VD por exemplo, além de outras complicações.

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