EFEITOS COMPORTAMENTAIS E NEUROTÓXICOS DO PRODUTO DA PIRÓLISE DA COCAÍNA, ANIDROECGONINA METIL ÉSTER (AEME)

Nome: ELISA FRAGA GOMES
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 12/07/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ester Miyuki Nakamura-Palacios Orientador
Lívia Carla de Melo Rodrigues Co-orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cristina Martins e Silva Examinador Externo
Ester Miyuki Nakamura-Palacios Orientador
Suely Gomes de Figueiredo Examinador Interno

Resumo: Durante a inalação do crack, a queima da cocaína gera um produto chamado anidroecgonina metil éster (AEME). Esse composto é exclusivamente produzido a partir da pirólise da cocaína, sendo, portanto, um marcador analítico do uso do crack. Existem poucos dados na literatura sobre os efeitos dessa substância no sistema nervoso central, bem como os efeitos sobre a função cognitiva e sua neurotoxicidade. O objetivo desse estudo foi investigar os efeitos da AEME sobre a memória operacional espacial e em parâmetros de estresse oxidativo em estruturas cerebrais específicas como o córtex pré-frontal (CPF), hipocampo (HPC) e estriado (STD). Ratos treinados no labirinto radial de 8 braços (LR-8) e com cânulas implantadas no terceiro ventrículo (AP: - 0,3 mm; L: 1 mm; B: 3,6 mm) foram submetidos à administração intracerebroventricular (icv) aguda de AEME nas doses de 10, 32 ou 100 &#956;g e após 5 minutos foram submetidos a testes com retardo de uma hora no LR-8. Um grupo independente de animais recebeu administração icv aguda de AEME nas doses de 10 (n=5), 32 (n=5), 100 &#956;g (n=5) ou salina (n=5) para análise dos seguintes parâmetros de estresse oxidativo: produtos avançados de oxidação protéica (AOPP); peroxidação lipídica, através da análise de espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBA-RS); atividade das enzimas antioxidantes, catalase (CAT); glutationa peroxidase (GPx) e superóxido dismutase (SOD), no CPF, HPC e STD. Animais apresentaram significativamente maior número de erros no desempenho de tarefas com retardo de 1 hora quando receberam AEME icv nas doses de 32 &#61549;g (P < 0,05) e 100 &#61549;g (P < 0,05) quando comparados ao grupo controle (salina). Animais que receberam AEME icv na dose de 100 &#61549;g demonstraram aumento (P < 0,05) dos níveis de AOPP quando comparados aos animais que receberam a dose de 10 &#61549;g no STD, e também demonstraram aumento (P < 0,05) na atividade da enzima GPx no STD quando comparado ao grupo controle, e aos grupos que receberam as doses de 32 &#61549;g (P < 0,05) e 10 &#61549;g (P < 0,01). Como conclusão dos resultados desse estudo pode-se sugerir que a AEME prejudicou a memória operacional espacial de longa duração de maneira dose-dependente, induziu o aumento da oxidação proteica e alterou os níveis de uma das enzimas antioxidantes, a GPx, no estriado.

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