EFEITOS DOS DIFERENTES TEMPOS DE INÍCIO DE TREINAMENTO
FÍSICO APÓS O INFARTO DO MIOCÁRDIO SOBRE A FUNÇÃO
CARDÍACA E O REMODELAMENTO VENTRICULAR ESQUERDO EM
RATAS OVARIECTOMIZADAS

Nome: Erick Roberto Gonçalves Claudio
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 12/05/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Glaucia Rodrigues de Abreu Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Glaucia Rodrigues de Abreu Orientador
Helder Mauad Examinador Externo
Henrique de Azevedo Futuro Neto Examinador Externo
Richard Diego Leite Examinador Externo
Sonia Alves Gouvea Examinador Interno

Resumo: O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos dos diferentes tempos de início de treinamento físico após a indução do infarto do miocárdio (IM) sobre a função cardíaca e o remodelamento ventricular esquerdo em ratas ovariectomizadas (OVX). Foram utilizadas ratas Wistar (Rattus Norvegicus Albinus) OVX, com 12 semanas de
idade e divididas aleatóriamente em 4 grupos: SHAM de infarto (SHAM), infartadas sedentárias (IM), infartadas que iniciaram o treinamento 3 dias após o IM (IM3+EF) e infartadas que iniciaram o treinamento 15 dias após o IM (IM15+EF). O protocolo de treinamento de corrida em esteira de intensidade leve a moderada foi realizado cinco vezes por semana, com duração de 60 min/dia, por um periodo de oito semanas.
Quarenta e oito horas após a última sessão de treinamento, as ratas foram anestesiadas e submetidas a avaliação dos seguintes parâmetros: i) função do ventrículo esquerdo (VE), onde foram avaliados os parâmetros de pressão sistolica do VE (PSVE), pressão diastólica final do VE (PDFVE) e derivadas positiva e negativa do desenvolvimento de pressão ventricular (+dP/dt e- dP/dt, respectivamente); ii) área de infarto cardíaca; iii) deposição de colágeno intersticial e
da hipertrofia do miócito cardíaco por histologia; iv) estresse oxidativo cardíaco pela produção de radical superóxido “in situ” mediante a fluorescência ao dihidroetídeo e pela avaliação dos produtos avançados de oxidação proteica (AOPP); v) expressão proteica do receptor AT-1 da angiotensina II (AT-1R) e da gp91phox pelo método de western blotting (WB); vi) expressão proteica das enzimas antioxidantes superóxido
dismutase (SOD-1 SOD-2) e catalase (CAT), também por WB; vii) análise da atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT. Os resultados demonstram, nos animais que iniciaram o treinamento 3 dias após o IM: i) um aumento da área de infarto; ii) não houve uma melhora da PDFVE; iii) não houveram melhoras nos parâmetros de remodelamento ventricular; iv) houve um aumento na densidade do receptor AT-1R da Ang-II no coração; v) não houve redução do estresse oxidativo
cardíaco induzido pelo IM; vi) ocorreu uma redução na expressão da SOD-2 no coração; e vii) não restaurou a redução na atividade enzimática antioxidante da SOD e da catalase induzida pelo IM. Portanto, demonstramos que o treinamento físico iniciado 3 dias após o IM em ratas OVX não foi eficiente em previnir as alterações
relacionadas a deterioração da função cardíaca e o remodelamento adverso do VE. Esses resultados estão associados, principalmente, ao aumento da densidade do AT-1R e do estresse oxidativo cardíaco. Portanto, o tempo de início do treinamento físico após o IM em ratas OVX é um importante fator relacionado a prevenção das
alterações induzidas pelo IM e, dessa forma, deve ser levado em consideração para a prescrição de exercícios físicos após o IM em condições de deficiência estrogênica.

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